Portos de Portugal
Viagem ao Centro do Mundo

Porto de Viana do Castelo,
Alberga o maior estaleiro do País

Porto de Leixões
Referência na Região Norte do País

Porto de Aveiro
Uma solução Intermodal competitiva

Porto da Figueira da Foz
Promotor da Economia da Região Centro

Porto de Lisboa
Atlantic Meeting Point

Porto de Setúbal
Solução Ibérica na Região de Lisboa

Porto de Sines
Porta do Atlântico

Portos da Madeira
O Paraíso dos Cruzeiros

Portos dos Açores
A sua plataforma no Atlântico

Quem Somos

A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



Newsletter

Clique aqui para se registar na newsletter.

Clique aqui para sair da newsletter.

Janela Única Logística

Notícias

Portugal é o primeiro país a sofrer consequências do lixo no Mediterrâneo

O Mediterrâneo pode transformar-se num mar de plástico. O alerta é da World Wide Fund (WWF). Um relatório da organização ambientalista internacional explica que o impacto da poluição plástica no Mediterrâneo tem repercussões em todo o mundo e Portugal é o primeiro país a sofrer as consequências porque está na rota de saída deste mar.

A associação alerta para o perigo dos microplásticos, esferas minúsculas de plástico muitas vezes presentes em produtos de higiene e cosmética como os exfoliantes corporais, o gel de banho ou a pasta de dentes.

O relatório agora conhecido revela que 20% dos peixes em Portugal têm microplásticos no estômago. Estas substâncias predominam nas praias em Portugal e representam 72% do lixo encontrado zonas industriais e estuários. As piores zonas são Lisboa e a Costa Vicentina devido à proximidade dos estuários do Tejo e Sado.

A costa nacional apresenta dados preocupantes ao longo da cadeia alimentar marinha, sobretudo em espécies que servem de alimento a peixes e mamíferos.

A WWF revela que 80% das tartarugas-marinhas-comuns, cujos juvenis se alimentam nos Açores, comem lixo, na sua maioria plástico.

A maior parte do lixo vem de países como a Turquia e Espanha, seguida pela Itália, Egito e França. Todos os anos cerca de 300 mil toneladas de plástico chegam ao Mediterrâneo.

O relatório alerta também para o papel do turismo na poluição e refere que os mais de 200 milhões de turistas que visitam a região todos os anos são responsáveis por um aumento de 40% no lixo marinho.

Além do impacto na vida marinha, os especialistas explicam que a poluição tem consequências preocupantes para o turismo e a pesca, com o setor a perder mais de 61 milhões de euros todos os anos.

A WWF pede aos governos, empresas e cidadãos que adotem ações para reduzir a poluição por plásticos em ambientes urbanos, costeiros e marinhos. A organização propõe um acordo internacional juridicamente vinculativo para eliminar a descarga deste material nos oceanos.

O Mediterrâneo é um dos mares com maiores níveis de poluição em todo o mundo. Se nada mudar, o mar terá uma tonelada de plástico por cada três toneladas de peixe em 2025 e em 2050 os oceanos podem mesmo vir a ter mais plástico que peixe.

O Mar Mediterrâneo é uma armadilha plástica, avisa a World Wide Fund, neste Dia Mundial dos Oceanos. Em Portugal, os plásticos representam mais de 70% do lixo encontrado nas praias.

As Nações Unidas lembram que todos os anos, 8 milhões de toneladas de plástico vão parar aos oceanos. A poluição mata anualmente, cerca de 100 mil mamíferos e um milhão de aves marinhas.

fonte