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A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



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Paragem de Fernão Magalhães no Brasil foi «ilegal», diz historiador

A escala do navegador Fernão de Magalhães no Brasil há 500 anos foi “ilegal”, à margem do estipulado pelo Tratado de Tordesilhas, e o facto de dela existirem poucos relatos deve-se à tentativa de evitar, à época, problemas diplomáticos, disse à Lusa o historiador brasileiro Samuel Pereira, coordenador do Grupo de Estudos de Trabalho Afro-Indígena (GETAI) no Cabo de Santo Agostinho, onde Magalhães aportou. A armada espanhola, explicou, só começou a fazer registos oficiais após o Rio da Prata, entre o Uruguai e a Argentina.

D. Manuel quis prender Fernão de Magalhães para evitar viagem de circum-navegação

O investigador José Manuel Garcia considerou, em entrevista à Lusa, que a primeira viagem de circum-navegação iniciada por Fernão de Magalhães foi feita contra a vontade do rei D. Manuel I, que enviou inclusive uma expedição para tentar detê-lo.

"A viagem foi feita contra a vontade do rei português, porque Fernão de Magalhães quis oferecer as Molucas [um arquipélago que faz parte da Indonésia, a norte de Timor, situado entre a ilha de Celebes e a Papua-Nova Guiné] ao imperador Carlos V [Carlos I de Espanha], propondo-lhe e dizendo-lhe que as Molucas lhe pertenciam, e não ao rei D. Manuel", assinalou.

O mapa de Fernão de Magalhães

Em 1517 Fernão de Magalhães chegou a Sevilha, com uma irrecusável proposta para o rei Carlos I de Espanha, futuro Imperador Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico: demonstrar que as cobiçadas Ilhas de Maluco (as actuais Molucas), fonte do valioso cravo, se encontravam do lado espanhol do mundo, de acordo com os termos do Tratado de Tordesilhas, e que poderiam ser alcançadas navegando para ocidente.

FERNÃO DE MAGALHÃES

Raízes de um soldado e aventureiro

Talvez a maior polémica em torno de Fernão de Magalhães, na forma como em Portugal é evocado, seja a que se relaciona com o lugar onde ele nasceu. Tem isso alguma importância quando o que nos interessa é o que ele fez enquanto militar e navegador? Absolutamente nenhuma, mas, quando vemos o assunto sob as perspetivas dos poderes locais da atualidade, o caso muda substancialmente de figura. Muitas consultas online, por exemplo, darão como certo que o navegador nasceu em Sabrosa, no distrito de Vila Real, mas, se alguma certeza há a respeito do berço de Magalhães é esta: ele não nasceu em Sabrosa nem lá perto. E quando nasceu? Também não se sabe, estima-se que foi por volta de 1480. Certo é que morreu no dia 27 de abril de 1521, em Mactan, nas Filipinas. E que era sábado.

A nau, navio-emblema da expansão

As influências técnicas nórdicas (da coca) e mediterrânicas (carracas) foram determinantes no progresso da construção naval portuguesa. Depois de as galés serem navios predominantes nos primeiros tempos da nacionalidade, a referida combinação de influências resultou no surgimento de navios de maior tonelagem e, entre os séculos XV e XVII, resultou nos modelos que, definitivamente, marcaram o progresso da expansão ibérica: as caravelas, naus e galeões e outros navios destes derivados.

ESTA SEXTA-FEIRA, DIA 20

MINISTRA DO MAR PARTICIPA NAS COMEMORAÇÕES DOS 500 ANOS DA CIRCUM-NAVEGAÇÃO

No âmbito das Comemorações dos 500 anos da Circum-navegação, a Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, participará na segunda reunião da Comissão Nacional das Comemorações do V Centenário da Circum-Navegação.
A reunião servirá para se fazer um balanço das ações realizadas e projetar as ações futuras. No final estão previstas declarações à imprensa.
 

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Quando a Armada britânica foi corrida à pedrada na praia da Rocha

O cheiro das uvas e dos figos maduros —​ no tempo em que o Algarve não tinha ainda sido descoberto pelos turistas — entrava pela praia da Rocha adentro e punha os banhistas de nariz no ar. No século XX, pelos finais da monarquia — conta o escritor e antigo Presidente da República Portuguesa, Manuel Teixeira Gomes — os marujos da Armada britânica, em manobras pela zona, resolveram meter o dente na fruta alheia. Saíram-se mal da aventura. Um grupo de cabreiros armados com fundas correu com os invasores à pedrada. A batalha deu-se lá para as bandas da praia do Vau, onde o ex-Presidente da República Mário Soares tinha a sua casa de férias.

A 20 DE SETEMBRO, EM LISBOA

Fórum «500 Anos de Circum-navegação. Uma Viagem pelo Legado de Magalhães»

Sexta-feira, dia 20 de Setembro, pelas 17h, realiza-se no Museu de Marinha o Fórum “500 Anos de Circum-navegação. Uma Viagem pelo Legado de Magalhães”.

Destaque, ainda, para o restante conjunto de iniciativas que visam assinalar a data de início da viagem de Fernão de Magalhães, no âmbito do Programa de Comemorações do quinto centenário da Circum-navegação (2019-2022).

Descoberto em Ílhavo primeiro sítio pré-histórico subaquático do país

Uma equipa de arqueólogos descobriu vestígios de uma mancha de ocupação ou possível acampamento do neolítico a cerca de dois metros de profundidade na Ria de Aveiro, em Ílhavo.
"Temos estado a apanhar algumas surpresas valentes. O neolítico não estávamos à espera e muito menos no sítio onde está", avança Tiago Fraga, diretor científico da equipa de arqueólogos, sobre os vestígios daquele que será o primeiro sítio pré-histórico subaquático do país.
 

21 DE SETEMBRO, MUSEU MARÍTIMO DE ÍLHAVO

Visitas à Bolina: Ferramentas de Construção Naval

Em Setembro, o destaque das Visitas à Bolina são as ferramentas de construção naval. Uma vez por mês convidam-se todos a visitar o Museu Marítimo de Ílhavo através do olhar de um mediador, que dará a conhecer um pouco melhor as coleções expostas, sala a sala. Ao longo da visita, dá-se destaque a uma peça, coleção ou parte do edifício, numa descoberta conjunta entre visitantes e guia.

Fernão de Magalhães: O génio que cometeu um erro que o matou

O navegador português Fernão de Magalhães foi um génio, ao "acertar à primeira com a travessia do Pacífico", mas cometeu um erro que terá precipitado a sua morte nas Filipinas, defende o historiador Luís Filipe Thomaz.

Em entrevista à agência Lusa, a propósito dos 500 anos da primeira viagem de circum-navegação da Terra, feita por Magalhães e Elcano entre 1519 e 1522, o historiador disse que "a genialidade" do navegador português está no feito inédito de ter atravessado o oceano Pacífico à primeira tentativa.

COM VÍDEO

Novas descobertas arqueológicas no Tejo

Missão científica que junta várias instituições identificou 12 novos alvos de estudo nas imediações do Bugio. Foram descobertos três importantes navios naufragados na foz no rio Tejo, dois deles em madeira e um em ferro que são agora o centro das atenções da arqueologia náutica.

Entre mais de dez identificados ao todo este Verão, estes foram localizados junto ao Farol do Bugio, muito perto do sítio onde está também a Nau da Carreira das Índias, considerada a maior descoberta da década.

MADEIRA

Um dos últimos baleeiros

“As embarcações eram maneiras, não era cá como estas embarcações que há agora, isto agora… eles vão ao fim do mundo”, conta Manuel Moreira.

Conta-me como foi o Verão português | em 28 fotos do baú das memórias

Um mergulho na Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian mostra-nos como era o Verão português nas primeiras décadas do século XX.

Praias repletas de barracas, sorrisos dentro de água, roupa, muita roupa, mais roupa do que os nossos olhos e corpos de hoje aceitam quando se põem numa praia. Era assim o Verão português nas primeiras décadas do século XX, é assim que ele se mostra nas colecções da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian. Um mergulho neste arquivo, que inclui fotografias do Estúdio Mário Novais, revela como era o Verão nesses tempos, sobretudo na zona do Estoril e nas praias vizinhas de Lisboa, mas também noutras paragens, como Peniche e Alvor.

Foi há 500 anos a primeira volta ao mundo por mar em 1.125 dias

Há 500 anos, o veterano navegante português Fernão de Magalhães e o experiente marinheiro basco Juan Sebastián Elcano foram os protagonistas de uma gesta que, pela primeira vez, interligou todo o planeta e abriu caminho à globalização mercantil.

A Praia de Pedrouços era uma Secretaria de Estado ao ar livre

Era a Pedrouços que a burguesia ia para mergulhar no mar e apanhar sol. Uma praia que já não existe mas que, no século passado, foi visitada e admirada por boa parte da população lisboeta.
“É a mansão oficial da vilegiatura burocrática de Lisboa. Chefes de secretaria, oficiais, amanuenses, tabeliães, guarda-livros, caixeiros de escritório, escrivães, retemperam anualmente em Pedrouços a sua pálida e sedentária fibra plumitiva. Por isso, Pedrouços, a uma légua de Lisboa, tem um pouco o aspecto de uma secretaria do Estado – ao ar livre”.
 

Quando Albufeira queria ser a «Saint-Tropez portuguesa»

Nas ruas da praia dos pescadores, Manuel da Fonseca, na década de 60, encontra gente a expressar-se nas “mais desvairadas línguas”, em ambiente multicultural, “prestes a partirem alegremente para uma bela aventura”.

Granja, a praia chique onde Ramalho Ortigão não conseguiu descansar

A Granja ainda conserva muitos sinais da praia aristocrata que era, quando Ramalho Ortigão a visitou há quase século e meio. E ao contrário do que transparece na crónica que sobre ela escreveu, é uma praia a merecer visita.

De quando quatro cirurgiões mandaram um monge de Tibães a banhos à Póvoa de Varzim

No século XVIII, a fama dos efeitos terapêuticos das águas poveiras já chegava longe. O uso da praia mudou, mas a sua atractividade nunca mais parou.

Corria o ano de 1778. Sem barraquinhas de pano listado e pregões a vender guloseimas, os areais portugueses eram pouco mais que lugares inóspitos, frequentados essencialmente por pescadores de “barba rija”, a que se acrescentavam alguns terrenhos em busca de cura para variadas maleitas. Era o caso do padre pregador frei Luís de Santa Teresa, do Mosteiro de Tibães, em Braga, cujo diagnóstico desconhecemos, mas cujo tratamento esse, chegou, detalhadamente descrito até nós: uma temporada de banhos na Póvoa de Varzim.

Nobreza, povo e turismo: as muitas marés das praias de Setúbal

Desde que no século XVI, o terceiro Duque de Aveiro se sentava num penedo na Arrábida a pescar à cana nas águas do Atlântico, até hoje, as praias de Setúbal passaram por muitas marés.

D. Álvaro de Lencastre (1540-1626) gozava do privilégio de uso exclusivo do penedo, que ganhou, por isso, o nome de Penedo do Duque, frente à entrada da gruta da Lapa de Santa Margarida, no sopé da serra, junto ao mar, uma das maravilhas locais da natureza, com uma capela no interior da terra num antigo local de culto (século XVII) onde cabem 500 pessoas.

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