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A APP – Associação dos Portos de Portugal é uma Associação sem fins lucrativos constituída em 1991, com o objectivo de ser o fórum de debate e troca de informações de matérias de interesse comum para os portos e para o transporte marítimo.

Pretende-se que a APP contribua para o desenvolvimento e modernização do Sistema Portuário Nacional, assumindo uma função que esteve subjacente à sua criação: constituir-se como um espaço privilegiado de reflexão e de decisão.



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POR LUÍS MIGUEL CORREIA

Maurício de Oliveira e a «Revista de Marinha»

A 31 de Janeiro de 1937 saiu o primeiro número da Revista de Marinha, uma publicação que tinha como Director Maurício de Oliveira, um jornalista cheio de entusiasmo pelos assuntos do mar, então com 27 anos.
Desde o começo da actividade jornalistica que deu especial atenção aos assuntos de marinha, lutando contra o "zero naval" dos anos vinte, desdobrando-se em actos de divulgação e propaganda no sentido do regresso de Portugal ao mar. Organizou exposições e debates, escreveu centenas de artigos e foi autor de 35 livros sobre a temática naval, alguns dos quais registaram diversas edições, inclusivé em línguas castelhana e inglesa.

1 DE FEVEREIRO DE 1758

Criado o Serviço de Faróis em Portugal

Até ao reinado de D.José I a sinalização marítima era quase inexistente e a que havia estava a cargo de particulares, que acendiam fogos nos pontos mais altos ou visíveis servindo de aviso e orientação, ou então, com intuito de assaltarem os mais incautos, faziam-nos esmagar contra as falésias ou baixios. Contudo, só em 1 de Fevereiro de 1758, por alvará do Marquês de Pombal, passou o serviço de farolagem a ser uma organização oficial, cometida à Junta do Comércio, na sequência do qual foi ordenada a construção de faróis, dos quais o primeiro foi o de Nossa Senhora da Luz, em 1761 .

REVOLTA DO 31 DE JANEIRO

Conselhos de Guerra em navios fundeados ao largo de Leixões

(...) Os julgamentos processaram-se em navios da Armada, fundeados ao largo de Leixões. Mais de cinco centenas de militares e numerosos civis compareceram a Conselho de Guerra. Houve duas centenas de condenações, com penas que oscilaram entre os 18 meses e os 15 anos de prisão.

31 DE JANEIRO DE 1953

Naufrágio do «Princess Victoria»

A 31 de Janeiro de 1953 o navio "Princess Victoria" afundou-se no Canal do Norte (entre a Escócia e a Irlanda do Norte), durante uma forte tempestade. Cerca de 130 pessoas perderam a vida.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

Estação Naval de Leixões

19 DE FEVEREIRO DE 1857

Viajando pela história do Porto de Sines

Projecto do engenheiro Barcellos Machado — A 19 de Fevereiro de 1857 foi presente ao governo um novo projecto, elaborado pelo capitão C. Barcellos Machado, com o fim de proporcionar mais abrigo aos navios que vão ao porto de Sines.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA | 28.01.1608

Nasce Giovanni Borelli | Biomecânica, Barbatanas e Submarinos

As primeiras referências às barbatanas aparentemente são de aproximadamente 1680, na obra do médico italiano Giovanni Borelli (1608-1679), famoso por ter previsto diversos avanços da ciência que só viriam a tornar-se realidade muitos anos depois. Borelli estudou os movimentos de diversos animais (incluindo homens, focas, sapos e peixes) e projetou um equipamento que permitiria ao homem permanecer debaixo d’agua por muito mais tempo ou, nas suas palavras, “andar no fundo como um caranguejo, ou nadar como um sapo com suas mãos e pés”.

Base Naval de Lisboa

A Base Naval de Lisboa compreendia, para além dos serviços centrais administrativos, a Divisão Naval e Aviação Naval e a Superintendência do Serviço Naval de Defesa Marítima, criada por decreto de 17 de Abril de 1916, à qual competia a defesa da Barra de Lisboa por intermédio dos seguintes organismos: Barragens, Pilotagem, Submarinos, Lança-minas, Batarias de Costa e Postos de Vigilância. Em Dezembro de 1917 foi adicionado mais um serviço, o Serviço de Fiscalização das Docas, chefiado pelo Capitão-de-fragata Moreira Rato.

O Arsenal Real da Marinha de Lisboa

Por alvará de 16 de Novembro de 1755, a Ribeira das Naus passou a ser designada 'Arsenal Real da Marinha'. A construção do Arsenal de Marinha começou no ano de 1759, em terreno que fora ocupado por uma parte dos Paços Reais da Ribeira, tornados em completa ruína pelo terramoto de 1755, e sobre o próprio local das antigas

VIAJANDO PELA HISTÓRIA | NOVEMBRO 1936

Empresas de navegação resistem ao uso do «Container»

"Tem sido as empresas de navegação, com algumas excepções aliás, que têm oposto maior resistência ao uso do Container, principalmente o regresso dêstes vzios, sem frete de retorno. Além disso a demora do regresso é grande, quer no transporte internacional, quer no fluvial por influência dos gêlos ou de falta de água na estiagem.
É assunto que está sendo estudado".

RECORTES DA HISTÓRIA | JANEIRO 1965

A cibernética ao serviço do caminho de ferro

A ideia de uma aplicação da cibernética ao caminho de ferro, quando foi exposta, encontrou um certo cepticismo. Pelo rigor das suas regras de exploração, o caminho de ferro é a própria imagem da precisão, e esta «cibernetização» aparecia a muita gente como uma auréola de uma certa imprecisão tanto nos seus objectivos como nas modalidades da mutação a empreender.

26 DE FEVEREIRO DE 1926

Morre Jacinto Cândido, o ministro que deu o nome a uma fragata

Jacinto Cândido da Silva (Angra do Heroísmo, 30 de Novembro de 1857 — Lisboa, 26 de Fevereiro de 1926), mais conhecido por Jacinto Cândido, foi um jurista, magistrado e político português de origem açoriana que se distinguiu como Ministro da Marinha e Ultramar, cargo no qual criou a única força naval de que Portugal dispôs nos últimos séculos, e como fundador do Partido Nacionalista.
A Armada Portuguesa dedicou-lhe uma das suas corvetas (o NRP Jacinto Cândido) e o seu nome é recordado na toponímia da sua cidade natal de Angra do Heroísmo, na vila de Santa Cruz da Graciosa e ainda em Penamacor. A cidade de Díli, capital de Timor-Leste, também lhe dedica uma das suas ruas, em memória do Decreto da Autonomia de Timor de 1896.

VIAJANDO PELA HISTÓRIA | 07.01.1936

Criada a Junta das Missões Geográficas e Investigações Coloniais, presidida por Gago Coutinho

Toda a problemática que se fazia sentir relativamente à investigação científica no Ultramar português conduziu à reforma do Ministério das Colónias. Este é reformado e criada também a Junta das Missões Geográficas e Investigações Coloniais (JMGIC), organismo que resultou da ampliação das atribuições da antiga Comissão de Cartografia, como se lê no preâmbulo do Decreto-Lei nº.26180, de 7 de Janeiro de 1936, que a definiu.

O primeiro Presidente da JMGIC foi o Almirante Gago Coutinho, que iria aproveitar a competência e experiência dos elementos da Comissão de Cartografia para dar continuidade aos trabalhos de cartografia e introduzir novos elementos técnicos, permitindo alargar a outras áreas do saber a investigação no Ultramar.

24 DE MAIO DE 1967

SAPP | Serviço de Abastecimento de Peixe ao País

O Decreto-lei 47732, de 24 de Maio de 1967, vem permitir ao Grémio dos Armadores da Pesca de Arrasto, criado pelo Decreto n.º 29755,de 17 de Julho de 1939, através do seu Serviço de Abastecimento de Peixe ao País, conservar, distribuir e vender por grosso e a retalho, directa e indirectamente, o pescado e proceder à sua filetagem e a outras transformações.

03.05.1939

Inaugurado o Arsenal do Alfeite

O Arsenal do Alfeite, criado pelo Decreto-Lei n.º 28 408, de 31 de Dezembro de 1937, iniciou a construção das suas instalações em 1928, financiada pelas indemnizações alemãs da 1ª Guerra Mundial, após a assinatura do acordo de Versalhes. As obras de construção foram concluídas em Dezembro de 1937 e entrou em plena laboração em 1938, mas só em 3 de Maio de 1939, o Arsenal do Alfeite foi formalmente inaugurado.

29 DE JUNHO DE 1961

Inaugurada a Doca de Pesca de Pedrouços

As obras “Doca de Pesca de Pedrouços”, tiveram início em 1961, e em 10 de Janeiro do mesmo ano, o jornal “O Século” anunciava:
«A Doca de Pesca de Pedrouços vai ser explorada durante 25 anos por uma empresa nacional e devem melhorara muito os serviços de distribuição do peixe.» mencionando ser a dita empresa «obrigada a manter, na doca de Pedrouços, os seguintes serviços: instalações frigoríficas; fabricação de ar comprimido, câmaras frias; congelação rápida; transporte de peixe; central térmica; laboratório, estufas; aparelhagem para a depuração de água salgada; armazém de caixotaria e serviço de lavagem e desinfecção; estendal e conserto de redes de pesca; armazenamento e distribuição de combustíveis líquidos e lubrificantes; estação de bombagem; segurança contra incêndios; serviço de saúde; guinchos eléctricos e cabos aéreos para transporte de pescado para o interior da lota.».

VIAJANDO PELA HISTÓRIA

As Citroen-peixarias do SAPP

(...) Esta iniciativa foi simultânea com a criação de uma frota, de 152 viaturas-peixarias, “Citröen” HY, entre carros frigoríficos e isotérmicos, para venda ambulante de peixe fresco, pelo “SAPP - Serviço de Abastecimento de Peixe ao País” (...)

«Pirata» Henrique Galvão confessou-se a jornalista

Quando no semanário francês Paris Match se soube que Henrique Galvão desviara o paquete Santa Maria, o chefe de redacção enviou um telegrama a Dominique Lapierre, que estava nos EUA, com uma ordem a cumprir "imediatamente": apanhar um avião para o Recife e obter a confissão do homem que capturou um navio com 539 passageiros. O jornalista assim fez e, de posse de dez mil dólares - uma enorme quantia para a época -, tentou entrar pelo navio e entrevistar o moderno "pirata" dos mares. Existia ainda uma segunda ordem, a de ser um "exclusivo mundial".

 

«O Inimigo n.º 1 de Salazar» na TSF

Pedro Jorge Castro, autor de «O Inimigo n.º 1 de Salazar», esteve na TSF para falar do livro. Aconteceu no programa "Mais cedo ou mais tarde", de João Paulo Meneses.
A entrevista está disponível no site da rádio, também em podcast.

"Se a guerra mudara a Europa, tornando-a mais moderna, o Portugal de Salazar resistia à mudança. Na falta de oposição interna a única resistência veio dos militares.
Em Janeiro de 1961, o General Humberto Delgado, um dos grandes opositores ao regime de Salazar, iria apoiar o capitão Henrique Galvão no sequestro do paquete Santa Maria, o primeiro sequestro político de um transatlântico na história contemporânea.
 

REVISTA VISÃO

Infografia sobre o assalto ao «Santa Maria»

A revista semanal "Visão" disponibiliza, no seu site, infografia com os detalhes da operação que abalou o regime de Salazar.

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